Um ano de Acordo de Paz na Colômbia, o que mudou?

Neste 29 de junho, completa um ano que as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia – Exército do Povo, atual partido Força Alternativa Revolucionária do Comum (FARC) firmaram um acordo de paz com o governo colombiano de Manuel Santos, em Cuba.

O documento resumiu anos de diálogos em torno do restabelecimento da paz no país e uma série de reivindicações de vários setores e organizações sociais em aspectos como: desarmamento, democracia e participação eleitoral, produção agrícola, combate ao narcotráfico, etc.

Um ano depois, nao há muito o que celebrar. Além de o governo não ter cumprido com boa parte dos termos acordados, o documento e a paz na Colômbia estão em risco.

Isto porque o presidente recém eleito Iván Duque, representante dos setores mais retrógrados da sociedade colombiana e do paramilitarismo, já prometia desde sua campanha eleitoral que pretendia “reformar” o acordo de Havana.

Assim, Duque, junto ao senador e ex-presidente Álvaro Uribe, mobilizaram os setores de direita do Senado para modificar parte dos artigos da Jurisidição Especial para Paz (JEP) – instância criada a partir do Acordo para julgar os crimes cometidos durante mais de 50 anos de conflito armado. As alterações, propostas pelo partido de Uribe (Centro Democrático) e aprovadas pelo Senado, serviram para blindar os militares dos crimes cometidos e limitar o trabalho da JEP no levantamento de provas quando for analisar casos que envolvam ex-guerrilheiros.

A FARC denuncia esse ataque e reafirma seu compromisso com a paz. Na manhã de hoje, os dirigentes do partido se reúnem com a comissao de paz para buscar garantias de manutencao da paz. Toda a esquerda latinoamericana deve rechaçar a tentantiva da direita colombiana de acabar com o acordo. Declaramos nosso apoio incondicional à FARC, por seu exemplo de organização e luta revolucionária!

Viva FARC! Por paz e justiça social!