Samora Machel, a luta continua!


Samora Machel, a luta continua!
Samora Moisés Machel foi um grande revolucionário do
povo moçambicano.
Durante a luta pela independência de Moçambique,
esteve à frente da FRELIMO (Frente de Libertação de Moçambique – organização
revolucionária fundada em 1962) e desempenhou um importante papel em aliar a
luta pela independência de seu país e os princípios de uma revolução social
para construir um país mais justo, distante dos interesses capitalistas.
Para Samora Machel estava claro, que era necessário “transformar a luta armada de
libertação nacional em Revolução.”
(Estabelecer o Poder Popular para
Servir as Massas, 1974)
A República Popular do Moçambique e sua independência
de Portugal foi proclamada por Samora Machel, em nome do comitê central da
FRELIMO, em 25 de junho de 1975.
Em pleno século XX, a barbárie no mundo estava
representada na manutenção das colônias e não há como deixar de creditar tal às
potências capitalistas e suas organizações como a OTAN (que davam suporte a
governos ditatoriais e a grupos contra-revolucionários em países que lutavam
por suas independências). O interesse na manutenção dos conflitos no continente
africano não pode ser identificado como contradições surgidas somente pelos
séculos de colonização, senão considerarmos ali o elemento do imperialismo. A
luta colonial assumiu a forma antimperialista e a subjugação dos povos sempre
foi (e sempre será) positiva para a manutenção do capitalismo.
“Um Estado de
ricos e poderosos em que uma minoria decide e impõe a sua vontade, quer a aceitemos
ou não, quer compreendamos ou não, é a continuação sob novas formas da situação
contra a qual lutamos.”
(Samora Machel. Estabelecer o Poder Popular
para Servir as Massas, 1974)
Em 19 de outubro de 1986, a queda do avião
Tupolev-134A (com tripulação cedida pela URSS) nas montanhas dos Libombos
(território sul-africano) tirou a vida de toda a comitiva do governo de Moçambique
incluindo Samora Machel. O governo de Moçambique culpou o regime de apartheid
sul-africano pela queda, mas não há até hoje conclusões claras da causa do
acidente.
A vida dos que sempre lutam por uma sociedade mais
justa nunca será em vão e sempre acompanhará a luta dos povos oprimidos, até a
vitória.
Viva Samora Machel!
Viva o povo de Moçambique!

A Luta Continua!