Novo plano venezuelano de recuperação, crescimento e prosperidade econômica

Contra a guerra econômica: aumento do salário mínimo, reforma tributária e valorização da economia nacional

A partir dessa segunda-feira entra em vigor, na Venezuela, um novo plano de recuperação econômica, promovido pelo governo bolivariano. Em meio a série de boicotes promovidos pela direita nacional, o presidente Nicolás Maduro propõe o fortalecimento do Estado, das riquezas nacionais e dos salários.

O novo plano econômico se baseia na mudança da moeda de Bolívar para Bolívar Soberano, que inclui a diminuição de cinco zeros e a ancorada no Petro – criptomoeda respaldada pelas reservas de petróleo venezuelanas.  Assim, o Estado venezuelano substitui a relação Bolívar – Dólar para Bolívar Soberano – Petro. Cada Petro custa o mesmo que um barril de petróleo no mercado internacional – atualmente gira em torno de 60 dólares – que é igual a 3600 Bolívares Soberanos.

Essa é a fórmula encontrada pelo governo para desvincular a economia venezuelana da variação – e especulação – do cambio do dólar. Até então, com o cambio paralelo, controlado pelos empresários golpistas e o bloqueio imposto há um ano pelos Estados Unidos e União Europeia faziam com que o preço do dólar subisse diariamente, incrementando os preços e a superinflação no país que chegou a 100% mensal, o que poderia levar a um índice de 1 milhão por cento até dezembro.

Com o uso do Petro, a Venezuela -que possui uma das maiores reservas de petróleo do mundo – deixa de necessitar do dólar para comercializar o combustível fóssil.

Outra medida anunciada é o aumento do salário mínimo a meio Petro ou 1800 Bolívares Soberanos – um aumento de 600%. O que vem acompanhado da regulamentação dos preços (que subiram 10 mil por cento somente em 2018) e um bônus de 600 bolívares soberanos – ambos como garantias da não desvalorização dos salários e manutenção do poder aquisitivo do povo.

 

 

 

 

 

 

 

 

Durante os primeiros 90 dias de transição, o governo também ajudará as pequenas e médias empresas a pagarem os salários dos trabalhadores, garantindo os empregos e manutenção da produção.

No campo tributário, o presidente Nicolás Maduro aumentou o imposto cobrado pelos bens de consumo com altos preços, enquanto mantém o valor atual dos produtos básicos. Fazendo aqueles que tem mais dinheiro pagarem mais impostos pelo que consumem.

Com esse novo Plano, o governo bolivariano fortalece a economia nacional em resposta aos ataques imperialistas, que vão desde bloqueio internacional até contrabando, boicotes na produção e distribuição de produtos no território nacional.

O avanço das contradições do sistema capitalista e o aprofundamento da crise estrutural do capital faz agudizar ainda mais a polarização capital – trabalho. Não há mais saída para o imperialismo senão sufocar todos os processos progressistas ou que apontem para um horizonte de superação dessa ordem, enquanto buscam novos territórios para explorar a força de trabalho, as riquezas naturais e um mercado consumidor.

O atentado contra o presidente Nicolás Maduro mostra o desespero da oposição venezuelana e das potências imperialistas em impedir a posta em prática do Plano de Recuperação Econômica e o avanço da Revolução Bolivariana. Mas o povo e Maduro respondem com mais unidade, mais força e clareza política de que a saída para uma pátria soberana é a construção do socialismo.

 

Viva a Revolução Bolivariana! Viva Chávez e Maduro!