A GREVE INTERNACIONAL DAS MULHERES – 08/03/2017

           

           Em diversos países pelo mundo
comemora-se o dia 08 de março como o Dia Internacional da Mulher. E é claro que
o sistema capitalista usa este dia como mais uma data para gerar consumo e
fetichizar a figura feminina, esquecendo a história desta celebração, que
representa a luta das mulheres trabalhadoras por melhores condições de vida, de
trabalho, pela garantia de direitos civis e políticos.
A ORIGEM DA DATA
A
primeira comemoração do Dia Internacional da Mulher, foi em 28 de fevereiro de
1909, nos Estados Unidos, chamado pelo Partido Socialista da América, em
homenagem às operárias de uma indústria têxtil que morreram em um incêndio
enquanto protestavam por melhores condições de trabalho. Em 1910, durante a
primeira Conferência Internacional de Mulheres, organizada pela Internacional
Socialista, Clara Zetkin propôs um dia internacional da mulher. Então, no ano
seguinte, no dia 19 de março, milhares de pessoas comemoraram o Dia
Internacional da Mulher por meio de manifestações na Alemanha, Suíça,
Dinamarca, Áustria-Hungria.
Entretanto,
no dia oito de março (vinte e três de fevereiro no calendário juliano) de 1917,
ocorreram manifestações de trabalhadoras russas por melhores condições de
trabalho, contra a entrada da Rússia czarista na Primeira Guerra Mundial e
contra o czar Nicolau II. Os protestos foram reprimidos, o que resultou no
início da Revolução de 1917. A partir disso, o dia oito de março foi instituído
como o Dia Internacional da Mulher pelo Movimento Internacional Socialista. Em
1977, a ONU adotou o dia oito de março como uma data internacional para lembrar
as conquistas de direitos das mulheres.
A NECESSIDADE DA CONSTRUÇÃO DE UM FEMINISMO VOLTADO PARA A LUTA DE
CLASSES
A
ascensão da direita e do conservadorismo, no continente americano como um todo,
vem junto com uma onda de misoginia e retirada de direitos das minorias. As
políticas e declarações públicas de Donald Trump, atual presidente do país
imperialista de maior influência no mundo, fizeram com que Angela Davis, Nancy
Fraser e outras mulheres militantes feministas, convocassem uma greve
internacional de mulheres para o dia oito de março (chamado traduzido na
íntegra presente em: https://blogdaboitempo.com.br/2017/02/07/por-uma-greve-internacional-militante-no-8-de-marco/), com a finalidade de construir um feminismo
anticapitalista. Este contrapõe-se ao feminismo liberal – que se reduz às
conquistas de liberdades e “empoderamento” individual de cada mulher
– além de aliar-se à luta LGBT e anti-xenofóbica, com o propósito de articular
e alinhar todos esses movimentos às lutas da classe trabalhadora.
No
Brasil, o governo golpista de Michel Temer, já vem impondo políticas aliadas ao
grande capital, como a Reforma da Previdência e a Trabalhista, que irão
marginalizar ainda mais as mulheres trabalhadoras, negras, trans e periféricas.
Enxergamos a necessidade de um
feminismo com caráter classista, que tenha como objetivo, além da emancipação
da mulher, lutar contra esses ataques à classe trabalhadora, e por isso,
convocamos a todos a estarem construindo esse dia oito de março, que será
marcado por manifestações no Brasil e em outros países.
Evento
Nacional:
Mapa dos Eventos
nos Estados brasileiros:

https://www.google.com/maps/d/viewer?mid=19j44wZ-j3HfdtUgAh3g9GZXumz4&ll=-18.445456267280374%2C-44.85151554999996&z=4