Maio de 2000: I Encontro Nacional da JA

Maio de 2000: I Encontro Nacional da JA

Em maio de 2000, aconteceu o I Encontro Nacional que definiu as Normas Mínimas de organização da JA e estabeleceu o seu caráter de “uma organização de jovens comunistas orientada pela teoria marxista-leninista e identificada com a linha política, programática e ideológica da Corrente Comunista Luiz Carlos Prestes”, além de eleger a primeira Direção Nacional (DN). Os temas discutidos neste I Encontro foram praticamente os mesmos discutidos no Ativo Juvenil (Conjuntura, Universidade, Movimento Estudantil, Partido Revolucionário, Juventude Avançando), porém com maior profundidade e objetividade nos encaminhamentos. O avanço ocorreu na discussão e definição das Normas Mínimas de organização que, dentre os principais elementos, definiu os princípios político-ideológicos, as principais orientações programáticas, as instâncias orgânicas e a forma de recrutamento.
No movimento de massas, conseguimos consolidar os primeiros núcleos de base da Juventude. Desde o I até o II Encontro Nacional que já ocorreria no ano seguinte, em abril de 2001, priorizamos a consolidação dos núcleos existentes e a organização do movimento de massas onde estávamos inseridos, dando alguns pequenos passos em direção a outros setores juvenis, como o movimento secundarista e o movimento popular e comunitário. A partir da política do Movimento Universidade Popular (UNIPOP), iniciamos a organização de um núcleo popular. Assim, neste Encontro, além dos temas como Universidade e movimento estudantil, iniciamos uma discussão sobre educação em geral, movimento secundarista e sobre as potencialidades do movimento popular e comunitário para a organização do proletariado urbano. 
Surgiram também algumas divergências de concepção referentes ao próprio caráter da Juventude. Alguns militantes não compreendiam o significado da autonomia orgânica e do caráter nacional e democraticamente centralizado da Juventude Avançando e acabavam produzindo vícios trazidos de antigas experiências partidárias. Em última instância, não havia sido assimilada a crítica de Prestes às antigas práticas do PCB. Via-se a Juventude na prática como uma tendência juvenil que deveria simplesmente implementar as políticas definidas pelo partido (no caso a Corrente) nos seus espaços de atuação e não como uma organização própria de jovens, com instâncias e métodos próprios de discussão e formação.