Julho de 2011: VI Encontro Nacional da JCA

Julho de 2011: VI Encontro Nacional da JCA

Este último encontro foi sem dúvida uma expressão do salto de qualidade que nossa organização deu nos últimos anos. Estiveram presentes camaradas de 6 diferentes estados da federação. 
A abertura do encontro contou com a presença de diversas juventudes amigas: União da Juventude Comunista (UJC), Juventude LibRe – Liberdade e Revolução, Juventude da Consulta Popular e a Juventude do MST. Também esteve presente na mesa de abertura uma representante da Corrente Comunista Luiz Carlos Prestes. A mesa de abertura, que tratou do “papel das juventudes comunistas”, foi seguida de uma mesa sobre “A história dos comunistas no Brasil”, com a honrosa presença de Anita Leocádia Prestes.
Durante os três dias do encontro que seguiram foram feitos debates sobre: “A crise estrutural do capital e a resistência popular pelo mundo”, “Conjuntura Nacional”, “O Marxismo-Leninismo e a práxis revolucionária”, “A luta pela Universidade Popular” e “Movimentos de massa juvenil e estudantil (secundarista, universitário e jovens trabalhadores)”. No último dia, foi feita a Plenária Final que fez uma avaliação da JCA nos últimos dois anos, aprovou as resoluções internas e elegeu a nova Direção Nacional.
Este encontro foi realizado num momento crucial da história: um momento em que a crise estrutural do capital se aprofunda sem prespectivas de recuperação, e as manifestações populares voltam à cena da história mundial. Na conjuntura nacional, é o primeiro encontro da JCA após a eleição da presidenta Dilma Roussef, e de cara podemos confirmar nossa análise feita no período Lula, de governos que são a expressão do bloco de poder dominante formado pelos latifúndios, monopólios e pelo imperialismo. O VI ENJCA também ocorre num momento de notável avanço da luta pela Universidade Popular em nosso país, com a construção do 1° Seminário Nacional de Universidade Popular. 
Merece destaque neste encontro o desafio a que nos propomos: apesar de a frente estudantil universitária ser atualmente o principal espaço de atuação, aprovamos várias medidas concretas – anteriormente ficamos muito tempo no âmbito do reconhecimento da necessidade, mas com poucas experiências e esforços duradouros – no compromisso com a organização da juventude do movimento estudantil secundarista e dos jovens trabalhadores (do campo e da cidade), setores que são estratégicos, já que a grande maioria dos jovens brasileiros sequer ingressam na universidade. A medida mais significativa foi a criação de uma Secretaria de Jovens Trabalhadores na Direção Nacional, que será responsável pelo acompanhamento dos militantes em seus espaços de trabalho, formulando política especialmente para onde não haja uma possibilidade imediata de trabalho sindical.
Enfim, nossa Juventude tem demonstrado grande capacidade de elaboração e uma abnegação às lutas populares que é admirável. É nesse espiríto que reafirmamos nosso compromisso com a Revolução Socialista, educando novos jovens no espírito do marxismo-leninismo, através do estudo e da luta cotidiana, fazendo da JCA uma verdadeira “escola de comunistas”, principal objetivo da CCLCP quando a criou. Estamos certos de que estamos contribuindo para a construção do Partido Revolucionário no Brasil, aquele que através das lutas de massa será a expressão da vontade organizada de nosso povo na edificação de uma nova sociedade.