HERÓIS DA RESISTÊNCIA CONTRA O FASCISMO


Josip Broz Tito (1892-1980) – Iuguslávia


Josip Broz Tito (1892-1980) – Iuguslávia

Janeiro de 1943. A Iugoslávia estava arrasada por uma guerra selvagem que já durava dois anos. Sozinhos e sem ajuda, os partisans iugoslavos, liderados pelo Marechal Josip Broz Tito, impediram a total ocupação dos Balcãs. Apesar de sempre em menor número, realizavam ataques brutais e devastadores contra os alemães. Hitler desejava tanto destruir a resistência de Tito que ordenou um grande ataque, formado por 200.000 homens, apoiados pelos exércitos italiano e búlgaro, a milícia iuguslava pró-nazista, os chetniks, e por unidades de tanques panzer e aviões. Objetivo: eliminar as formações partisans centrais e capturar Tito. 
Contra esta aparentemente invencível máquina de guerra, havia um povo fraco e miserável, contando com um exército de 20.000 soldados (numa inferioridade numérica de 1 para 10), repleto de doentes (acometidos por uma epidemia de tifo), feridos, velhos e crianças, munidos apenas com as armas deixadas pelos mortos que ficavam pelo caminho, além de sua própria coragem e vontade de sobreviver. 
Mesmo assim, a operação foi um humilhante fracasso. Graças ao elaborado comando tático de Tito, à capacidade de organização e a sua bravura, os partisans conseguiram resistir. Eles aguentariam ainda outra ofensiva dessa magnitude em maio deste ano, que esgotou os nazistas e marcou o ponto de viragem da guerra na Iuguslávia.


Pompeo Colajanni (1906-1987) – Itália

Pompeo Colajanni (1906-1987) – Itália

Em 1943, Pompeo Colajanni, advogado, oficial de cavalaria e militante do Partido Comunista Italiano, trabalhava clandestinamente para a construção de uma organização que oferecesse resistência a Hitler e Mussolini na região do Piemonte (norte da Itália). A partir de um pequeno grupo de comunistas e alguns membros de seu esquadrão de cavalaria, constituiria um núcleo que com o tempo formaria as Brigadas Garibaldi. Pompeo ajudou a organizar e armar um dos primeiros grupos ativos de partisans, denominado 1º Batalhão Carlo Pisacane. Tendo suportado uma série de operações de repressão nazista e conduzido a libertação da cidade de Turim, o “Comandante Barbato” (como era conhecido) teve um peso enorme no fortalecimento e na eficiência de combate dos partisans garibaldinos no Piemonte, devido a sua enorme capacidade de iniciativa, organização e comunicação. 

Os partisans transformaram a vida dos nazi-fascistas num verdadeiro inferno. Praticavam sabotagem, explodiam depósitos de munição e trens de carga, organizavam greves de operários e atacavam e desestabilizavam pelotões inimigos, obrigando-os frequentemente a retirar da frente de combate vastas unidades de soldados profissionais para garantir a segurança da retaguarda. Eles operavam em todo lugar, contribuindo diretamente para a vitória aliada na guerra. 

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