Fevereiro de 2007: IV Encontro Nacional da JA

Fevereiro de 2007: IV Encontro Nacional da JA

Em termos de teses e resoluções políticas, o IV Encontro Nacional aprofundou importantes questões que apontavam para a necessidade do crescimento da JA como uma organização nacional.
No que diz respeito à conjuntura internacional, relações internacionais e solidariedade, o IV Encontro aprofundou o debate e deliberou sobre: a crise estrutural do capital; a necessária revitalização do marxismo-leninismo e da revolução socialista e comunista em escala mundial; a necessária batalha de idéias para desmistificar conceitos burgueses que camuflam a realidade, como o chamado “neoliberalismo”; o apoio às experiências na Venezuela e em Cuba socialista; a intensificação do trabalho de Relações Internacionais e solidariedade da JA, através do trabalho junto à FMJD, como juventude amiga e a participação na Associação Cultural José Martí (ACJM). 
Nesse período, a JA havia intensificado muito as suas relações internacional, e continuaria nessa crescente após o Encontro, participando de vários eventos, principalmente na Venezuela, na maioria das vezes a convite da JCV (Juventude Comunista da Venezuela) e/ou da FMJD, tais como: 16º Festival Mundial da Juventude e os Estudantes (2005); Fórum Social Mundial das Américas (2006); Encontro Mundial de Mulheres (2007); 16º Aniversário dos Festivais Mundiais da Juventude e dos Estudantes (2007); Aló Presidente com Hugo Chávez (2007); Congresso Mundial da Paz (2008) e Encontro Abya Yala (2008). Além dos eventos na Venezuela, a Juventude também participou nesse período da reorganização da ACJM em alguns estados, bem como, de todas as Convenções de Solidariedade a Cuba no Brasil. Também participamos do Congresso da Juventude Comunista Paraguaia (2007); de um intercâmbio em acampamento camponês do Partido Comunista Paraguaio (2009); de um Congresso da Juventude Comunista da Venezuela (2009) e do 80º Aniversário do Che (2008), na Argentina.
Em relação à conjuntura nacional, o debate e as deliberações do IV Encontro giraram em torno do caráter neo-conservador e pró-imperialista do governo Lula: governo de coalizão; promotor de contra-reformas, como a universitária, previdenciária, sindical e trabalhista; beneficiador da iniciativa privada através de privatizações e do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento).
No que diz respeito ao movimento de massas, as prioridades da Juventude, apontadas no IV Encontro, foram a luta contra a “Reforma Universitária” do Governo Lula, a participação e o fortalecimento da “Frente de Luta Contra a Reforma Universitária – pela retirada do PL 7200/06” e a construção do Movimento por uma Universidade Popular. Para as universidades pagas, apontou-se a necessidade de organizar seminários para debatê-las e iniciar um trabalho no movimento universitário do Sistema Acafe em SC. Além do movimento universitário, o IV Encontro a JA reafirmou a necessidade de se criar núcleos nos secundaristas e no movimento cultural, como o movimento HIP-HOP, por exemplo. 
Em relação às políticas de alianças, o IV Encontro apontou para a necessidade de aprofundar os laços com as Juventudes Comunistas do Fórum de Unidade dos Comunistas, criado em 2006 pela CCLCP, o PCB e a Refundação Comunista (RC), ou seja, com a União da Juventude Comunista e com a Juventude da RC, a Juventude LibRe – Liberdade e Revolução, criada em 2008.
Contudo, a grande questão do IV Encontro foi o tema Organização. Um conjunto de problemas acumulados e mal trabalhados explodiu e trouxe conseqüências para os anos seguintes da JA, que foram sendo esclarecidos paulatinamente através de críticas e auto-críticas. Contraditoriamente, foram também anos em que a Juventude gestou as condições para dar um salto de qualidade. A necessidade de superação da crise colocou o desafio para os dirigentes de elaborar propostas orgânicas e de dar acompanhamento político mais efetivo às bases.
Assim, as prioridades da DN eleita no IV Encontro foi a reorganização dos nucleos de base com a criação de novos núcleos e com a potencialização de novos quadros; elaboração e aprovação do primeiro Programa Mínimo de Formação da JA, bem como, o Primeiro Programa Mínimo de Formação para os secundaristas; elaboração da primeira página na internet (que está em fase de reelaboração); profissionalização do trabalho internacional e a aprovação da JA como “organização amiga” da FMJD, primeira etapa para o seu futuro ingresso como organização membro; participação nas Convenções Nacionais de Solidariedade a Cuba; participação nos encontros do Fórum de Unidade dos Comunistas; participação na Frente de Luta Contra a Reforma Universitária; construção da luta por uma Universidade Popular; participação em congressos estudantis estaduais e nacionais; construção do I Seminário para a reorganização da luta dos Estudantes Catarinenses; construção de acampamentos nacionais da JA; elaboração do Jornal Avançando e confecção de materiais para auto-financiamento da organização.