Desde Quito, a Delegação da JCA ao 18° FMJE manda saudações aos militantes e amigos

O povo equatoriano é um povo alegre e lutador. Nesse
clima de fraternidade ímpar fomos recebidos no 18° Festival Mundial da
Juventude e dos Estudantes (FMJE). Com mais de 8.000 delegados de todo o mundo,
o Festival tem sido um exitoso espaço de articulação da luta anti-imperialista
a nível mundial.


O contato com povos de todo o mundo permite trocar
experiências, conhecer e aprender com a luta dos trabalhadores e jovens de todas
as partes. O interesse pelo que ocorreu no Brasil em Junho deste ano por parte
das delegações internacionais tem aberto bons contatos. Temos conversado com
juventudes comunistas do México, Espanha, Vietnam, Venezuela, Peru, Colômbia,
Bolívia, Grécia, Estados Unidos, Paraguai, Equador, e muitas outras. Destacamos
também a luta do povo Saarauí (Saara Ocidental), um povo heroico, que vive há
décadas sob ocupação do Marrocos e reivindica a autodeterminação de seu povo na
República Democrática Saarauí, que ainda não é reconhecida pelo governo
brasileiro. Haitianos também relatam o terror da ocupação das tropas Minustah.

A densidade de trabalho político é imensa, concentrada
principalmente em reuniões bilaterais com organizações comunistas, e com a
distribuição de nosso material na banca da JCA, especialmente o último Jornal
Avançando, especial para o Festival. Também ocorrem reuniões regionais, a
última pautou a Resolução Política do continente latino americano, com debates
um tanto polêmicos, especialmente sobre a caracterização do governo brasileiro.

Nessa terça-feira, dia 10, ocorreu a reunião mundial,
voltada à aprovação da Resolução Política do festival. Avaliamos que a
resolução aprovada foi bastante avançada, marcada por um salto de qualidade na
caracterização do caráter do imperialismo. O documento diz que “o movimento
juvenil anti-imperialista, através dos Festivais, apontou o caminho para os
povos, o caminho da paz, a solidariedade e o progresso social, o caminho da
abolição da exploração capitalista”. E mais adiante, o documento afirma que “o
imperialismo é um sistema com uma base econômica específica que é a fase
superior do desenvolvimento capitalista impondo formas diferentes de
exploração, mas sempre com o mesmo objetivo. Entendemos, consequentemente, que
nossa luta é uma luta para a derrubada desse sistema e para construir o novo
mundo”. Desse modo, a FMJD se aproxima da compreensão de que o imperialismo não
é simplesmente uma forma de fazer política, mas sim é expressão do capital
monopolista em nível mundial, em que as consequências destrutivas para os povos
são inevitáveis enquanto perdurar o próprio modo de produção.

Desde Quito, mais certa de que o socialismo é a única
alternativa para a humanidade, a Delegação da JCA envia calorosos sentimentos
de combate a toda sua militância e amigos. Sempre que por alguma razão nós
vemos desanimados e cansados com a dura rotina da luta, com os difíceis avanços
que exigem grande dedicação, e muitas vezes também com as derrotas na luta de
classes, não esqueçamos: não estamos sozinhos! O internacionalismo proletário é
parte fundamental da concepção marxista-leninista de organização e luta.
Devemos nos sentir parte das batalhas que ocorrem em cada canto do mundo, que
também contribuem para a luta em nosso país!

Saudações comunistas!

Viva a JCA!
Viva a FMJD!

Delegação da JCA ao 18° FMJE
Quito, 11 de Dezembro de 2013.