Celebremos o 9 de maio, dia da vitória sobre o nazismo!*

Não
há nenhuma nação no mundo que não deve sua profunda gratidão aos
mártires da mais importante experiência socialista da história da
humanidade. Em 1933, o Partido Nazista de Adolf Hitler assumia o
poder na Alemanha, ao mesmo passo que a ideologia fascista se
espalhava como uma praga pela Europa. O desespero decorrente da crise
geral do capitalismo levou parte das massas a aderirem a tal
ideologia nefasta. Seguiram-se a partir dali duros anos de
perseguição aos comunistas.
Neste
ano de 2015, completam-se 70 anos do final da Segunda Guerra Mundial.
Uma guerra que devastou a humanidade. Europa, Ásia e África tiveram
seus solos cobertos de morte e destruição. Mediterrâneo, Atlântico
e Pacífico tiveram suas águas tingidas de vermelho. Uma guerra que
tirou a vida de dezenas de milhões de seres humanos, como
conseqüência do acirramento máximo das tensões
inter-imperialistas alimentadas pelo irracionalismo típico do
capitalismo em crise. O fascismo, e principalmente o nazismo na
Alemanha, representaram uma terrível ameaça a humanidade e sua
derrota deve ser celebrada por todos, principalmente pelos que lutam
pela emancipação humana. Os aliados de fato foram heróicos ao
combaterem essa besta, mas não podemos esquecer que o principal
inimigo de Hitler eram os comunistas e seu principal objetivo sempre
foi invadir e destruir a União Soviética.
De
pé vasto país
Levanta-te
contra as hordas fascistas
Não
ousem pisar em nossos belos campos
Que
nossa ira os arraste como uma onda!
Porque
a Guerra do Povo é uma Guerra Sagrada!
A
canção que foi cantada durante os árduos anos da Grande Guerra
Patriótica como hino à resistência de um povo, hoje é revivida no
combate aos herdeiros do nazi-fascismo. Cantada na Crimeia, pelos
combatentes novo-russos de Donetsk, pelos bravos guerreiros
anti-fascistas da República Popular de Lugansk. Da garganta dos
soldados se ouvem canções de liberdade, mas os nazistas de Kiev
apenas entendem a canção da Kalashinikov.
Mas
essa guerra do povo não é só a guerra do povo russo, é também do
povo grego, que enfrenta não apenas a crise e austeridade, como
também a consequente via barbarizante apresentada por grupos
neonazistas como o Aurora Dourada. É também a guerra do povo
palestino, que tem seu território invadido pelo fascismo sionista do
Estado criminoso de Israel.
Lembremos,
portanto, não do Dia D tão falado pela propaganda imperialista, mas
dos heróis do povo, os heróis da União das Repúblicas Socialistas
Soviéticas, que lutaram até seu último suspiro para defender sua
pátria e a humanidade.
Não
podemos esquecer de Vassili Chuikov, General do Exército Vermelho
que comandou o 62º Exército na decisiva batalha de Stalingrado, que
pos fim ao avanço das tropas nazistas sobre a União Soviética. Com
suas ordens de “Nem um passo atrás”, impunha a seus subordinados
que lutassem até a última bala para defender sua pátria. Mais
tarde, Chuikov marcharia à frente da ofensiva soviética até
Berlim, e fincaria a bandeira vermelha no alto do bunker de Hitler.
Viverá
para sempre em nossas memórias Roza Shanina, Sargento soviética que
livrou o mundo de cerca de 60 nazistas pela ação de seu rifle
1891/30 Mosin-Nagant. Shanina era capaz de acertar o inimigo em
movimento e disparar duas balas em dois alvos sucessivamente com
muita precisão. Descrita pelo inimigo como o “Terror Invisível da
Prússia Oriental” Shanina teve importante papel na ofensiva
soviética rumo à capital alemã, tendo perdido sua vida em combate.
Não
esqueceremos de Vassili Zaitsev, Nascido na região dos Montes Urais,
cresceu aprendendo a caçar lobos selvagens. Serviu ao Exército
Vermelho como franco atirador, tendo eliminado mais de 200 fascistas
só na batalha de Stalingrado, e cerca de 470 durante a guerra
inteira. Retirou-se da guerra após ser ferido por uma mina, mas
continuou servindo a pátria soviética ensinando sua técnica a
outros atiradores.
Um
exemplo de coragem e bravura para todas e todos, Lyudmila Pavlichenko
que em 1941 estudava história em Kiev quando a Alemanha iniciou a
invasão da União Soviética. Ela estava na primeira rodada de
voluntárias para o recrutamento militar, no qual ela foi logo
remanejada para a 25ª Divisão de Rifle do Exército Vermelho.
Pavlichenko optou ir ao combate quando foi oferecida a opção de ser
enfermeira dizendo: “Eu ingressei no exército quando mulheres
ainda não eram aceitas”. É lembrada como a mais incrível franco
atiradora mulher da história, tendo abatido mais de 300 nazistas.
Também
vive a memória de Georgi Dimitrov,
comunista desde sua juventude na Bulgária, contribuiu para a
insurreição revoluconária em 1923 em seu país. Desde então,
perseguido e refugiado, dedicou sua vida à militância comunista,
chegando a assumir a tarefa de Secretário Geral da Internacional
Comunista. Em 1935 trouxe grande contribuição colocar ao movimento
comunista internacional que o principal inimigo no momento era o
fascismo, aprovando a tática da Frente Popular, aliando setores
democratas, socialistas, comunistas na mesma luta.
Apesar
das críticas é inegável o mérito de Joseph Stálin. Ingressou no
partido Bolchevique em sua juventude e teve papel ativo durante a
revolução de 1917, assumindo o papel de Comissário do Povo para
Nacionalidades. Foi Secretário Geral do Partido Comunista da URSS
entre 1922 e 1952 e durante a Segunda Guerra Mundial cumpriu o papel
de Comissário do Povo para a Defesa, encarregado de pensar a
estratégia militar para a defesa da pátria mãe soviética.
Lembremos
também de Georgy Zhukov, conhecido como O Marechal da União
Soviética, Zhukov foi o Comandante-em-Chefe das forças armadas
soviéticas durante a Segunda Guerra Mundial. Durante o início de
sua carreira militar, foi sargento do exército czarista na primeira
guerra mundial. Na eclosão das revoluções de 1917, Zhukov foi
eleito por seus camaradas delegado para o soviete do regimento,
comprometendo-se firmemente à causa revolucionária. Sua carreira
militar é marcada por inúmeros episódios vitoriosos, como a
expulsão dos japoneses na fronteira russo-mongol, organização de
civis e militares na resistência do cruel cerco a Leningrado, a
defesa de Moscou, a estratégia de expulsão das hordas fascistas da
pátria soviética e posteriormente a heróica marcha do exército
vermelho até o coração da Alemanha, acabando com os desígnios
perversos do Führer e dando a vitória aos Aliados
Mas
afinal, somos todos gratos e iremos honrar para sempre a memória dos
mais de 25 milhões de civis e militares; russos, georgianos,
bielorrussos, ucranianos, cossacos, de diversos povos; soldados,
operários, camponeses, trabalhadores, comunistas, que entregaram
suas vidas para defender sua pátria, defender a maior conquista da
humanidade até hoje e para livrar o mundo daquilo que é a face mais
agressiva do capitalismo, para acabar de vez com a barbárie do
nazi-fascismo.
Além
destes, reservamos um espaço especial para Luiz Carlos Prestes e
Olga Benário, prisioneiros de Getúlio Vargas que na época estava
enamorado do nazismo, com oficiais da Gestapo trabalhado no Brasil.
Vargas além de ter encarcerado o Cavaleiro da Esperança por quase
uma década, entregou Olga grávida para o matadouro de Hitler.
Perseguiu e torturou inúmeros comunistas, como Artur Ewert e Elise
Sabo presos depois da Insurreição de 1935 e cuja desumanidade das
torturas, dos espancamentos, dos choques elétricos os fez perder
completamente a sanidade mental. Elise Sabo era violada
na frente de seu companheiro por militares brasileiros e alemães.
Artur Ewert teve um arame inserido em sua uretra, e com a ponta de
fora aquecido por um maçarico.
Mas
quais foram seus crimes para tamanho castigo? O que eles e inúmeros
outros, nossos anônimos camaradas, cometeram de tão grave para que
a humanidade se rebaixasse a esse nível repulsivo? Eram culpados de
lutarem por liberdade, por justiça. Eram culpados de serem
comunistas revolucionários.

Por
esses e outros é nosso dever enquanto comunistas lutar para abrir os
olhos do povo e da classe trabalhadora sobre os perigos do fascismo,
para que jamais se repita tamanha tirania e barbárie. Em homenagem a
todos e todas que tombaram nessa luta cantaremos e marchamos!
O comunismo é a paz verdadeira!
Salve o 9 de maio!
Viva a luta dos povos!
*O texto fez parte de uma mística revolucionária, realizada em Encontro Estadual da Juventude Comunista Avançando.