8 de Março

Hoje em diversas partes do globo mulheres se movimentam, organizam-se e param neste 8 de março, Greve Internacional das Mulheres. Reafirmando a luta contras as violências machistas em todas as suas formas, econômicas e institucionais, pelo direito do aborto legal e seguro, protestando e reivindicando a autonomia sobre seus corpos. A Greve Internacional das Mulheres também é contra a ofensiva fascista e as políticas antipovo que assolam diversos país pelo mundo e se intensificam na América Latina. 

No Brasil, diversas alterações feitas por parte do Governo Bolsonaro enfraquecem as políticas de proteção aos direitos da mulheres com a fusão de diversos ministérios, um dos resultados disso é o Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos. Essa junção e as demais, apenas enfraquecem o desenvolvimento e os avanços das pautas emancipatórias que a séculos as mulheres lutam para que existam e se façam valer em todas as camadas sociais. 

A contrarreforma da Previdência é uma ameaça, uma faca apontada para o peito das trabalhadoras que terão que contribuir muito mais tempo, sem que as duplas ou até mesmo triplas jornadas de trabalho sejam consideradas, precarizando ainda mais a vida das mulheres que durante toda sua vida ficam restritas ao trabalho doméstico em casa ou como fonte de renda sem nenhum vínculo trabalhista. O dia Internacional da Mulheres nasceu com a trabalhadoras reivindicados por condições dignas de trabalhos nas fábricas, e hoje torna-se uma das pautas centrais a defesa de uma aposentadoria digna, a democracia e o fim da violência contra mulher. 

VIVAS, LIVRES E RESISTENTES PERMANECEREMOS!