3 DE NOVEMBRO – 58 ANOS DE LANÇAMENTO DO SPUTNIK II

Há exatos 58 anos, em 3 de
novembro de 1957, foi lançada no Cosmódromo de Baikonur (no Cazaquistão) a
segunda missão do Programa Sputnik. O Sputnik 2 entrou na órbita espacial
terrestre pouco menos de um mês após seu antecessor, o Sputnik, e fez parte de
mais uma etapa fundamental superada pela União Soviética para o desenvolvimento
da ciência e da tecnologia.
Este segundo satélite foi
inteiramente construído no curto período de quatro semanas, sob o encargo do
engenheiro-chefe do programa espacial soviético, Sergei Pavlovich Korolev. Na
época, o Pravda anunciava que “para fazer a transição para vôos espaciais
tripulados por humanos, seria necessário estudar a influência das condições do
vôo espacial em organismos vivos. E, em primeiro lugar, isso terá de ser feito
com animais.” O Sputnik 2 foi o primeiro passo nesse sentido.
A nave levava a bordo a cadela
cosmonauta Laika, o primeiro animal terrestre a entrar na órbita geocêntrica.
Laika era uma cadela de rua que foi recuperada por integrantes do programa
espacial soviético e passou por um treinamento intensivo para se adaptar às
condições adequadas de sobrevivência na espaçonave.
Lançado nas comemorações do
aniversário da Revolução Socialista de Outubro, o Sputnik 2 forneceu aos
cientistas e engenheiros soviéticos informações sobre a radiação espacial (seus
sensores captaram aumentos e quedas nos níveis de radiação que facilitaram mais
tarde o estudo do cinturão de radiação terrestre pelos soviéticos), emissões de
ondas curtas do sol e a telemetria dos sinais vitais de Laika, importantes para
o estudo dos efeitos da viagem sobre seres vivos.
O Sputnik 2 reentrou a
atmosfera terrestre em 14 de abril de 1958, após 162 dias em órbita,
desintegrando-se no processo. A cadela Laika morreu poucos dias após seu
lançamento, mas mostrou que um organismo vivo poderia sobreviver no espaço e
abriu caminho para as missões que, mais tarde, levariam o cosmonauta Iuri
Gagarin a ser o primeiro ser humano no espaço. Seu sacrifício em prol da
ciência não foi esquecido, e a cadela foi homenageada até mesmo no Monumento
aos Conquistadores do Espaço, inaugurado em 1964 em Moscou.
Em poucas décadas de
socialismo, mesmo sofrendo com as sucessivas invasões de mais de uma dezena de
potências imperialistas (da Alemanha nazista à Inglaterra, França e Estados
Unidos da América), a União das Repúblicas Socialistas Soviéticas deixou para
trás seu passado semi-feudal dos tempos de czarismo para se tornar uma das
maiores potências econômicas, científicas e tecnológicas do mundo: o primeiro
animal, o primeiro homem e a primeira mulher a ir ao espaço foram soviéticos.

Viva Laika, a cadela
cosmonauta! Viva o desenvolvimento das forças produtivas e o progresso da
ciência! Viva o legado científico da União Soviética!